Antigamente as profissões eram muito padronizadas, geralmente você estudava para se tornar um administrador, médico ou um advogado.

Atualmente isso mudou, hoje você consegue trabalhar em um ramo mais específico, fazendo muitas vezes o que você gosta, e as vezes consegue até ter um retorno considerável.



Alisson Ferreira de Oliveira, de 26 anos, é um exemplo disso, ele é instrutor de Slackline, esporte onde a pessoa precisa se equilibrar em cima de uma fita.

 

O instrutor conversou conosco e contou um pouco do começo dele no esporte:

Comecei em janeiro de 2011, antes disso conheci o Slackline e tentei me equilibrar e não consegui, então comprei uma fita e comecei a praticar, devido ao desafio de se equilibrar na fita e depois disso não parei.

 

Mesmo fazendo o que gosta, ele conta um pouco das dificuldades financeiras que ele encontra ao focar a vida dele inteiramente no slackline:

Tem pouco tempo que vivo do Slackline, dando aula, fazendo apresentações e competindo. Mas não é fácil, se fosse pelo dinheiro já tinha parado há muito tempo.

 

Alisson contou qual foi a experiência mais marcante que o esporte deixou na vida dele:

Foi recente, viajar para a Alemanha e competir o maior Mundial e ser campeão. Sonho mais que realizado, aonde nunca vou me esquecer.

 

Assim como qualquer tipo de esporte, o praticante está sujeito a lesões, no Slackline não é diferente. O instrutor, que possui muita experiência conta que já lesionou o menisco praticando trickline:

Já sofri uma lesão no menisco do joelho direito, lesão boba na execução de uma manobra que já mandava há muito tempo e meu pé ficou preso e deu uma puxada no joelho e assim lesionando o menisco.

 

MODALIDADES

O esporte possui 4 modalidades o waterline, highline, trickline e longline. O mais comum em campeonatos é o trickline,  onde o praticante fica em cima de uma fita e faz várias manobras.

Minha preferida é o Trickline aonde treino, ensino e participo de campeonato.

 

TIPOS DE FITAS

Há dois tipos de fitas para praticar o slackline, uma fita mais grossa, que é ideal para highline, pois dá mais equilíbrio para o praticante, e uma fita mais fina, que é ideal para o trickline, pois permite que o usuário se balance mais.

 

CENÁRIO BRASILEIRO DE SLACKLINE

É muito comum ver pessoas praticando slackline nas praias e nas praças, porém o esporte não é muito popular, muitas pessoas quando vêm aquilo devem se perguntar ”O que será que está acontecendo?”.

Alisson contou um pouco sobre o cenário brasileiro:

Brasil tem a maior comunidade de Slacker do mundo, devido ao tamanho do país e suas diversidades, praias, praças, montanhas, lagos, rios, cachoeiras, isso tudo proporciona lugares incríveis para a prática do Slackline.

Sobre o esporte ser considerado mais um lazer para os finais de semana do que algo profissional, Alisson tem opinião formada sobre isso:

É visto assim pelas autoridades e governantes, mas o Slackline via muito além disso. Não só como lazer de finais de semana, mas como estilo de vida e tem os melhores atletas do mundo que treinam muito e levam muito a sério, que sonham em viver do Slackline viajando pelo mundo competindo.

 

CENÁRIO MUNDIAL DE SLACKLINE

O esporte cresceu muito e chegou em um nível muito absurdo, com grandes atletas em todas as modalidades do Slackline, e nem imagino o quanto ainda pode crescer.

 

Para finalizar, Alisson conta em quem se inspira para continuar rompendo barreiras e continuar vivendo de slackline:

Minha maior inspiração é Andy Lewis, um atleta americano que praticamente criou o trickline, me inspiro muito nele e sempre vejo seus vídeos e tem pouco tempo tive o prazer de conhece-lo e agora fiquei mais fã ainda dele.

 

Atualmente não existe profissão boa ou ruim, existe aquilo que você gosta ou não de fazer.

Se dedique e lute, MUITO, que tudo será apenas questão de tempo.

Para ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz – Steve Jobs